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Novos ares…

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Às vezes me pego distraído te olhando, ainda que não me perceba, te olho, observo, detalhe por detalhe, com aquele ar de admiração e querência.

Noto sua unha (ora natural, porém sempre as imagino com outras cores, mas não as julgo).

E preciso ressaltar que aquele batom ficou ótimo em você…

Alerto o caro leitor, que o texto acima não faz conotação a ninguém, então qualquer especulação será fantasiosa.

Não falarei de seus olhos e muito menos da cor do seu cabelo, pois qualquer informação dessa estirpe poderia ser danosa e gerar efeitos entrópicos.

Em todo caso, qualquer dica aqui seria falsa, pois se trata de duas personagens divergentes, que vivem em realidades paralelas e qualquer tentativa de seriar essas personagens teriam efeitos paralelos. Então, não me venha reclamar da corrente total e muitos menos da diferença de potencial, afinal, isso não iria trazer benefícios a ninguém.

Eu nem imagino o seu cheiro…

E desconheço o significado dos seus desenhos.

Porém, amigo, agora você me fez lembrar a canção de Mallu Magalhães e que preciso parafrasear para não perder o tom…

“Que hoje eu passei batom vermelho”

Entretanto, você não é Velha e nem Louca, mas, gosto do seu jeito cult, afinal, ser diferente é legal não é mesmo?

Ou será que estou surfando no efeito de 1mg diária do meu aripiprazol?

Pelo sim ou pelo não, o batom sempre cairá bem…

Precisamos desses dias para vislumbrar o velho e o novo, pois a evolução sempre vem da experimentação e da capacidade de se auto persuadir.

Lembra-se do morno? Então amigo, o morno é o que faz esse globo girar, nada de 0 ou nada de 1. Vamos ser práticos e deixar a lógica para a lógica. Além disso, precisamos sempre lembrar que a felicidade nunca é plena, ela é feita de momentos, então, não me venha com essas suas constantes.

Ninguém é feliz 24h e nem produz endorfina toda hora. Sejamos sensatos parceiro, ninguém que eu conheço tem níveis tão bons ou regulares de dopamina, que não precise de alguns ajustes químicos de vez em quando.

Então vamos à luta para tentar ser feliz de vez em quando…

Essa caminhada terrena é curtinha e, quando menos perceber, já estará descendo a serrinha e planejando novos rolés.

Porém, quem sabe não é você aquela tampa perdida? Da minha programação original?

A alma gêmea da minha alma, como já dizia o menino Emmanuel.

Quem sabe você não seja a minha Tiffany do filme Silver Linings Playbook.

Ou talvez (agora me entreguei de vez) a minha Clementine do Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

Brincadeiras à parte, o fim precisava chegar….

E para te homenagear, a minha flor preferida, minha esperança, minha lucidez, o lírio rosa.

Autor: Gustavo Rugila

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