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22 de janeiro

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A caminhada continua alucinante, dentre os altos e baixos, nessa busca ensandecida da tal felicidade, já se passaram 22 dias do que seria ano “novo” (pois é, estou falando que já é 22 de janeiro), e o que mudou?

Tantas são as expectativas, e tudo parece igualzinho, tudo bem você vai me dizer que a mudança precisa partir de dentro, partir de você, você é a chave, não tenho dúvidas meu caro amigo, a felicidade está dentro de cada um, basta olhar e vislumbra-la, tateando devagarinho na escuridão serena, você vai senti-la, perde-la, e assim seguimos caminhando no vazio, nesse vácuo dilacerante.

Nem tudo é belo, contudo nem tudo é catastrófico, existe beleza no caos, só precisamos se concentrar e tentar saborear a doçura do amargor.

Já tentei me perder para me encontrar, e no final continuei perdido, desiludido e confuso; são tempos engraçados, as pessoas estão vazias, não existe objetividade, ninguém ao certo sabe o que quer, ou até sabem, porém são difíceis, inacessíveis e irredutíveis.

A primeira impressão é a que fica, nem tudo é absoluto ou irresoluto, as pessoas caminham na defensiva, com suas armaduras rancorosas, com suas malsucedidas experiências, da falta de sorte no amor.

As relações são ácidas, ásperas, o imediatismo é cruel e corriqueiro; e viver se tornou um grande desafio diário, e a chatice nunca foi e nunca será um adjetivo.

E mesmo desolado, solitário, e cansado dessas batalhas terrenas, eu ainda acredito no amor, acredito que cada qual vai encontrar o seu par, talvez, sejamos impacientes, descrentes, contudo o amor companheiro existe, vive, e vamos encontra-lo, na hora certa no tempo ideal.

Que as próximas folhinhas (dias) sejam coloridas e repletas de luz, com letras reluzentes, que os personagens sejam verdadeiramente felizes, recheados de belos predicados, que a vida seja prazerosa com fascinantes desafios, sempre e sempre.

Esse é o meu desejo para hoje, e para o restante do ano.

Que as relações fiquem menos complicadas, que os dias parem de ser tão escuros, e que toda essa artificialidade seja finalmente vencida.

E que tudo seja intenso, equilibrado e menos abissal.

Por menos romances inacabados, e que paremos de ser coadjuvantes de nossas vidas, e paremos de tentar criar novos “eus” para satisfazer os desejos alheios.

Que exista sempre concessões, porém, que não faça perder as nossas essências, assim podemos ser nós mesmos, e dançarmos em conformidade com as nossas aspirações.

Por corações menos ermos, que nossa existência seja temperada e nutrida com os melhores ingredientes (sentimentos), e que nossas paixões sejam duradouras, e que nossos amores sejam puros e verdadeiros com menos clichês.

E que você seja feliz em ser você, que possa viver muitos janeiros, e que exista sempre sentido em suas crenças, e que todos esses aprendizados fortaleçam quem você se tornou hoje.

Assim vamos vivendo, crendo, ou pelo menos acreditando que tudo pode melhorar.

One Response to " 22 de janeiro "

  1. Paula disse:

    Belo texto querido! Depois de tão sábias palavras o que te desejar?! … que vc desvende o segredo da tal felicidade!!! Beijo sua fã 😉

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