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Fubá com Sagu - Blog do Gustavo Rugila A doce luta de não subverter ao outro... - Fubá com Sagu

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A doce luta de não subverter ao outro…

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É complicado tratar de relações interpessoais, pois nenhum ser humano possui um manual de instruções, e ninguém é obrigado a carregar na integra o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e/ou Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) de si ou de outrem

Diante as tantas variáveis existentes, ideações, abusos de todas as ordens, modificações nas amígdalas cerebelosas, hipocampo e córtex orbitofrontal nota-se uma grande dificuldade para se relacionar, as pessoas são complexas, viajando sempre entre a neurose e a psicose.

Somos intensos, com sensibilidade aumentada em situações de pseudo-rejeição, e vivemos em continuas tempestades emocionais.
Instabilidade de humor exacerbada, aquela sensação “eu não deveria ter falado aquilo para ele”, ataques de irritação, ciúmes, sensação de vazio e autodestruição.

Colocar o outro no pedestal e ao mesmo tempo pular para um outro amor, impulsividade, o sentimento real (literal) de “pisar em ovos”.

Não importa se você tenha Transtorno obsessivo-compulsivo (CID-10 F42), ou Ansiedade generalizada (CID-10 F41.1) e até quem sabe tenha Transtorno de personalidade limítrofe (CID-10 F60.3), a grande questão é que não devemos renunciar a si mesmos por causa de alguém.

Gostar de alguém é uma tarefa dificílima, é sempre abrir mão de algo, fazer concessões diárias, rir para não chorar, se entregar livremente, fazer companhia, não sumir…

Cada ser humano tem sua essência intrínseca, e isso que faz a gente ser tão importante para os outros.

Se apaixonamos pelo todo, pelo conjunto, e não apenas por uma característica peculiar, fazendo que as relações humanas sejam incríveis e ao mesmo tempo tão perturbadoras.

O problema é que não existe uma medida para mensurar o sentimento do outro, é tudo completamente imensurável, inominado, com aquela leve sensação de estar perdendo tempo e energia para um ato e/ou ação que já foi consumado (aniquilado/acabado).

Eu gosto da densidade das relações complexas, porém sou fã incansável daquelas relações suaves, do mutuo, de se fazer presente, ser amigo, e não me sentir um mero joguete em mãos descuidadas.

E você vai dizer que é o seu jeito de demonstrar apego, porém, esse jeito não é eficaz, e torna tudo doloroso e corrosivo.

E se existisse alguma regra nesse jogo, a regra falaria o seguinte: “não cative os sentimentos do outro, quando você não tem sentimentos por esse alguém, seja razoável, e não seja maldoso; o mundo será regido sempre pela lei da causa e efeito”

A vida é bonita, e todas essas prisões precisam ser quebradas, todo mundo merece um sorriso razoável, um momento de paz, e alguém que você possa contar…

E nenhuma CID ou DSM vai explicar o que eu senti por você, vai explicar o quão importante foi ter você, nem que tenha sido por apenas 1 encontro, nem que tenha sido apenas uma falsa idealização, você foi importante…

E a vida vai seguir, como sempre seguiu, em caminhos opostos.

Eu fico aqui na torcida, para que valorize o outro, e que lembre que nem tudo precisa ser apenas no seu tempo, tudo tem o seu tempo real/ideal. O mundo não gira ao seu redor, os outros também tem vontades e necessidades “básicas”, e presença real é importante (contato físico).

Ou será que tudo só começa a ser interessante a partir do momento que se perde o outro?

Afinal, a vida é ou não é uma via de mão dupla?

A música que remete ao texto de hoje é Rebordosa – Guido.

Autor: Gustavo Rugila

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