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Mentiras

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Comecei um grande processo de dissecação. Joguei para o lado todas as minhas histerias enraizadas no meu cerne e ali nada encontrei, pois me faltava essência, decência…

Desnudo, sem rumo, não existiam reações químicas e nem biológicas e as sinapses eram nulas (tautologia).

Bem ali começava meus desencontros, sem pontos. Perdido?

Talvez!

Afinal, para não ficar perdido, eu preciso ter algum rumo, não é mesmo?

São tempos calados, solitários, onde a inexpressão e/ou falta de interpretação comprometem as relações duradouras, já que se interpreta o que quer da forma que desejar e, assim, caminhamos em um mar de discórdia.

Você sente esse frio? É a gente conversando…

Pasme…

Vivemos uma utopia? Uma mentira, ou simplesmente uma farsa descarada?

Que possamos gritar aos sete cantos nossa tragédia anunciada e dizer que somos humanos imperfeitos, e que julgam sem dó, afinal, somos todos os donos da verdade, não é mesmo?

Aos prantos, comemoremos nossa embriaguez, recheada com doses cavalares de etanol e digamos sem medo e sem zelo: eu fracassei! Errei…

As coisas ficam fáceis com alguns estímulos etílicos, não é mesmo? Acabaram as máscaras e até minha baixíssima serotonina aumentou.

Só que às vezes esquecemos de que as palavras machucam e as ações deixam cicatrizes na alma.

Não deu. É fácil dizer que vai fugir, que vai desistir. Difícil mesmo é pedir desculpas, olhar para o lado e dizer:
– Eu falhei com você, me desculpa?

É melhor sempre julgar sem dó, afinal, eu não confio em você… Falei a verdade e gritei para todos ouvirem que eu vivo dentro de uma mentira.

Vivo nessa bolha, pronta para explodir a qualquer instante, ou no momento em que eu achar conveniente. Ou ainda quando eu beber uns pileques e falar pelos cotovelos.

Fracassei e agora não sei o que será amanhã, quem será a bola da vez?

Se eu não acredito e nem confio nele, vamos curtir nossa marola.

Tomar nosso “midazolam”, nosso soro da verdade, ou talvez simplifiquemos tudo com uns goles da “marvada”…

Afinal, não vivemos numa mentira?

Essa é a realidade, o cotidiano, a vida real…

Viver e curtir as delicias de julgar, desacreditar e não confiar…

Afinal, somos todos imutáveis, não é mesmo?

Mentirosos…

Que a esperança supere toda a desconfiança e que possamos partir do conceito básico de que a eternidade é logo ali…

Parafraseando alguns fragmentos do Livro do Jovem Kardec: “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite para si próprio, de indulgência.
Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Que o amor seja soberano e a cura de todas as mazelas do mundo…

Autor: Gustavo Rugila

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