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Meu carnaval

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E finalmente o carnaval chegou, e eu não ficarei fora dessa, vou vestir minha melhor fantasia e ir à luta, vou entrar no meu bloquinho, e me aconchegar no cantinho, será que agora posso tirar minha máscara?
Vacilante vou prosseguindo, na contramão do meu coração, tentando salutar as ilusões atemporais.
Iludido ou iludindo sigo nessa marcha funesta, são tempos esquisitos, o coração esperneia e tenta fugir, será que eu consigo fugir desses loops constantes?
E esse silencio estarrecedor? Que verte o meu sopro de vida, de golinho em golinho.
Meu bloquinho vai embarcar nessa micareta, tentarei ser simpático, interessante e eloquente.
Nossa quanta gente bonita, de onde vem toda essa energia? Ou será que é magia?
Não sei realmente o que está acontecendo, estou aqui no meio, pulando e rindo, me deixando contagiar, esquecendo das feridas cascudas que amanhã eu juro que vou cutucar.
As horas começam a avançar, e o sol já quer raiar, e as máscaras já querem voltar?
Para tudo, que é amanhã que o meu bloquinho vai ferver, vai ter serpentina colorida e os confetes vão chover no meio da rua, eu não vou discutir com você, até porque é terça-feira de carnaval.
Nessa viagem carnavalesca, eu vi seus olhos de relance, como sempre radiantes, ao mesmo tempo indistinto, escondidinhos atrás de uma máscara pomposa e sorridente.
E eu apenas a observei, e como sempre te achei o pedacinho mais formoso, aquele meu lírio rosa cheiroso.
Sua ousadia continua transcendental, numa mão vermelho tomate, e na outra preto cremoso, escolhas sempre peculiares, e se não me falha a memória você estava usando aquele batom da mulher maravilha, e juro de pés juntos que senti aquela fragrância do perfume da Olívia Palito.
E não podia deixar de mencionar a sua fantasia, meio darkzinha com alguns traços nerd, interpretou com maestria, e tornou o meu carnaval incrível, agora para tudo!
Mas, antes deixa eu contar o que era aquela sua sapatilha de oncinha?
Vamos acordar, que daqui a pouco é quarta-feira de cinzas, e esse mundão tem que voltar a girar.
No final eu sorri, brinquei, gargalhei, até dancei, e como sempre retroagi, dentro das possibilidades que eu mesmo crio para me fazer vivo ou “feliz”.
Para doer menos, agora tudo começa, um novo ano, avaliações diárias, metas, promessas e de vez em quando algumas festas.
A sacada é não perder o brilho, é engolir o choro, começar tudo de novo, quantas e quantas vezes forem necessárias, quem diria que seria fácil hein?
Que os dias nos devolva a sanidade perdida, que os dias passem pelas nossas vidas de forma serelepe, que as músicas ecoem em nossas almas como instrumento apaziguador, não importa seu ritmo preferido, apenas curta-o, sinta, seja você mesmo.
E no final a gente inventa uma historinha bacana, e fazemos de conta que não existiram espinhos, que sofremos sim, porém em alguns carnavais a gente fez o nosso bloquinho ferver nesses tantos bailinhos de desilusão.

Autor: Gustavo Rugila

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